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#TimeMaratonadoRio: Como reconhecer sintomas do seu corpo numa situação de emergência?
Por Equipe Maratona do Rio 03/04/2017

 

Leia as dicas do diretor médico da Maratona do Rio, Dr. Paulo Lourega, e aprenda a entender os sinais do corpo.

 

“Como entender que o meu corpo está no limite? O que devo fazer nesta hora?”

Como especialista em medicina esportiva e diretor médico da Maratona do Rio desde 1987, o Dr. Paulo Lourega é mais do que experiente em tratar os mais variados casos de mal-estar durante as provas. E a maioria deles poderia ser evitada pelo próprio atleta, ao reconhecer os sinais que o nosso corpo dá quando algo não está bem. É hora de aprender a reconhecê-los! Leia as dicas do Dr. Lourega e cruze as próximas linhas de chegada sem sofrimento!
“A corrida é uma excelente atividade física. No entanto, na vontade de se alcançar o objetivo traçado, às vezes não se presta atenção ao corpo, o que é muito importante.

Há sintomas mais críticos como: dor na região torácica, dor de cabeça relacionada com o exercício, tonteiras, desmaios, falta de ar e palpitação (sensação de ritmo cardíaco acelerado demais ou batimentos fora do ritmo); e há sintomas menos críticos, como: infecções de repetição, alergias cutâneas e respiratórias, cansaço constante, dores articulares, ósseas e/ou musculares crônicas.

Caso esses sintomas sejam detectados antes da corrida, na fase de treinamento é fundamental fazer uma avaliação médica, se possível com um especialista em Medicina Desportiva. Se sentir sintomas durante a corrida, não deixe de procurar uma das diversas ambulâncias disponibilizadas durante o percurso.

No entanto, é preciso atenção. Durante a corrida, é mais difícil ter a percepção dos sintomas. Confira esses relatos de corredores que foram atendidos por nossa equipe de saúde:

 

CASO 1

a) “No dia da prova, verifiquei que ainda havia uma irregularidade importante da minha frequência cardíaca, mas a vontade de correr era maior que a verdade, pois sabia que algo estava errado. Após a largada, no km 2, comecei a sentir cansaço, o que era absolutamente impossível para uma pessoa com o meu nível de treinamento. O mesmo cansaço foi aumentando a cada km, mesmo diminuindo o meu ritmo. No km 6, tive a lucidez de, ao avistar uma ambulância, parar para ser avaliado. Foi diagnosticada fibrilação atrial e foi realizada uma cardioversão”

Quatro dias depois, este paciente estava bem e levando uma vida normal, embora assustado. Sua iniciativa de parar e procurar o apoio da ambulância fez toda a diferença.

 

CASO 2
O corredor do próximo relato mora e treina em Petrópolis. Ele teve um colapso pelo calor no percurso. Perdeu a consciência sem nenhuma percepção prévia de que isso iria acontecer:

c) “Percebo que negligenciei pelo menos quatro dos “Dez Mandamentos do Maratonista” no dia da corrida:
Terceiro Mandamento – Nutrição pobre
Quarto Mandamento – Hidratação horrível
Nono Mandamento – Corri num ritmo superior ao treinamento
Décimo Mandamento – Acho que estou meio surdo, visto que não escutei nada no meu corpo!

Bem, aprendi muito com essa corrida e espero não dar mais trabalho para equipes médicas. Passei a controlar temperatura após o treino. Normalmente, termino um treino puxado com 37,2 graus Celsius. “Passei a hidratar-me bem antes, durante (não tinha costume) e depois (que já fazia normalmente)”.

A percepção da frequência cardíaca alterada e a busca de socorro na ambulância foram fundamentais para que o primeiro corredor evoluísse bem e sem sequelas. Já os corredores que sofreram colapso pelo calor perderam a consciência sem perceber. Prevenção é a palavra-chave para se evitar esses problemas.

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Como prevenir os Distúrbios pelo Calor nos Exercícios?

· Ingestão adequada de líquidos antes, durante e após a prova;
· Alimentação adequada antes e após a prova;
· Treinamento (atletas destreinados têm menor tolerância ao calor);
· Aclimatação;
· Roupas adequadas;
· Orientação profissional aos atletas.

Também é importante atender aos “Dez Mandamentos dos Maratonistas” criados pela International Marathon Medical Directors Association, assim como respeitar o Código de Bandeiras que reflete o índice de estresse térmico. Lembre-se das palavras sábias do primeiro corredor citado:

“Nós, atletas não profissionais, devemos diminuir o nível de estresse e ansiedade e evitar o uso de qualquer substância sobre a qual não se tenha total certeza de seus efeitos benéficos. E, principalmente, que aqueles com espírito mais competitivo revejam os valores e realizem todas as corridas respeitando os seus limites e os seus corpos, diminuindo o nível de exigência mesmo buscando melhores performances, e vivendo essas corridas como uma situação prazerosa e agradável, não como um momento de ansiedade e angústia.”

 

dr lourega

Dr. Paulo Lourega é diretor médico da Maratona do Rio desde 1987 e tem um nato perfil de liderança e conhecimento em planejar as necessidades médicas para grandes eventos esportivos. Além da especialidade em medicina esportiva, é membro da Diretoria (Board of Governors) da International Marathon Medical Directors Association (IMMDA); das Sociedades Brasileiras de Ortopedia e Traumatologia, de Medicina do Exercício e do Esporte e de Medicina Física e Reabilitação; das Câmaras Técnicas de Medicina Desportiva e de Fisiatria do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro e Presidente da Sociedade de Medicina do Exercício e do Esporte do Rio de Janeiro.

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